A lenda da mulher Chorona

sábado, 3 de março de 2012.
 
Conta à lenda que uma mulher viveu tristes e longos anos na companhia de seus setes filhos e de seu marido cruel e alcoólatra que tinha um ódio eterno pelas pobres crianças. E então em um momento de fúria, o homem assassinou impiedosamente os sete filhos e em seguida se matou. A mulher não contendo as lágrimas e a enorme culpa por não tê-lo impedido, se suicidou logo depois.

Desde então dizem que a alma desta mulher foi condenada eternamente, e que ela tinha que pagar penitência todas as noites, vagando pelo mundo com as mãos cobertas de cinzas e brasas de fogo, carregando o caixão de seu marido e de seus setes filhos. Ela também chora desesperadamente, murmurando "Meus filhos! Onde estão meus pobres filhos?".

Dizem que quem encontra a Maria Chorona pelas ruas, ela não faz mal nenhum. Porém coloca cinzas nas mãos de quem encontra e ao mesmo tempo diz “Não vou te fazer mal nenhum. Mas toma cuidado com o que vem atrás." Muitos acreditam que quando ela diz isso, se refere ao marido que vem sendo arrastado por ela dentro do seu caixão, logo atrás.



VERSÃO MEXICANA


Acredita-se que essa lenda se originou do México, derivando-se da lenda La Llorona (A mulher que chora), porém La Llorona é um pouco diferente da tradicional Maria Chorona, segue-se a versão mexicana abaixo.

Conta à famosa lenda mexicana, que ao soar a meia noite, ouve-se um grito endurecedor e horripilante no centro da cidade do México que ecoa todas as noites por mais de três séculos. Dizem que este grito pertence a uma mulher que lamenta desesperadamente, "Oh, mis hijos, Oh mis pobres y desafortunados Hijos!" (Óh meus filhos, Óh meus pobres e desgraçados filhos!). Durante este período, todos os moradores ou imigrantes trancam-se em suas casas, fechando janelas e portas. Alguns alegam terem visto essa mulher chorando, e que seria "La Llorona" - A mulher que chora, vagando por todos os cantos da cidade, com as roupas sujas e manchada de sangue.

De acordo com a lenda, essa mulher é D. Luísa de Oliveiros uma hispano-índia de grande beleza, amante de um rico nobre chamado D. Nuño de Montesclaro, de quem tinha dois filhos e amava cegamente. A jovem índia sonhava com o dia em que os dois se casariam, mas seus sonhos foram destruídos quando D. Nuño deixou a moça e nunca mais apareceu.

Solitária e desconsolada, D. Luísa tomou coragem e resolveu ir até a nobre mansão da família influente e popular Montesclaro e deparou com uma grande e bonita festa, na qual se celebrava o casamento de D. Nuño com uma rica e nobre espanhola. Luísa amargurada e desfeita em lágrimas correu ao encontro de seu amado e implorou para que ele ficasse com ela, mas este afastou-se dela afirmando friamente que não a amava mais, e que devido há suas humildes origens e o sangue índio que corria em suas veias, ela não poderia jamais, se tornar sua esposa.

Desesperada e prestes a cometer uma loucura, a pobre jovem Índia saiu dali desamparada correndo desvairadamente para sua casa. Chegando lá, assassinou seus dois filhos com um punhal que fora oferecido pelo seu amante. Tremula e possuída pelo mais profundo desespero, D. Luísa saiu pelas ruas coberta de sangue e aos prantos. Imediatamente foi presa e encarcerada numa cela. Após descobrirem que ela era a responsável pelos assassinatos dos filhos, a condenaram à morte e D. Luísa Oliveiros foi enforcada diante de todo público na Cidade do Mexico. O corpo da moça ficou por 6 horas exposto como objeto de humilhação. Após este dia, os gritos do espírito condenado da pobre índia, ecoam pela cidade todas as noites e ainda segundo a lenda, continuaram até o fim dos tempos. Dizem que muitos que tentaram investigar de onde vinha o misterioso choro avistavam uma mulher inteira de branco e com um véu cobrindo-lhe todo o rosto. Depois de ela percorrer o centro da cidade inteira, ela desaparecia nas margens de um lago no oriente da cidade. Conta também que muitos que se atreveram a segui-la, tiveram revelações horripilantes e outros morreram.




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14 comentários:

Anônimo disse...

Ja tinha visto da Chorona no Chaves, mas agora descobri que é uma lenda mesmo. Puxa vida.

REBELDE disse...

nossa essa historia é de arrepia de todas as outras essa é a que eu mais tive medo parabens ! adorei cont.postando mais coisas :D

Juliane Way disse...

Olá!

Muito Obrigado pela visita, e pelos comentários! Estarei sempre postando novidades...visite sempre :)

CoraçãoPartido disse...

Muito boa essa história! Espero que continue assim, uma melhor que a outra! Parabéns pelo blog. :)

Juliane Way disse...

Muito Obrigado pela visitae e pelos elogios! Seja sempre bem vindoª ao Blood Lake :)

Anônimo disse...

Eu vi no Chaves essa lenda kkk

Anônimo disse...

No seriado Chaves ela é citada pelo mesmo, como sendo o único ser sobrenatural que realmente lhe causa medo!!!!1

Anônimo disse...

Conheço uma outra versão da lenda da "Maria Chorona". Encontrei essa versão no livro "Histórias Mal-Assombradas de Portugal e Espanha". Indico. Nele tem também outras histórias de deixar o cabelo em pé.
Esse livro faz parte duma série chamada "Contos para Não Dormir",composta por 5 trabalhos de Adriano Messias e publicada pela editora "Biruta".
Adorei o site! Continue postando e quem sabe um dia eu realmente não vonsiga dormir?

Juliane Way disse...

Obrigada pela indicação! este livro parece ser bem interessante...Seja sempre bem vindx ao blood lake! Abraços!

Anônimo disse...

kkkkk muito boa essa lenda,eu morro de rir quando conto elas pros medrosos.Espero q muito em breve tenha a lenda dos "little monsters" ;) LOVE GaGa <3

Anônimo disse...

ESSA LENDA É REAL,POIS NA NINHA CIDADE TODO MUNDO JA OUVIU OU JA VIU ALGUEM FALAR QUE JA OUVIU!

Anônimo disse...

parabéns adoro o seu site sempre postando coisas novas parabéns ótima lenda

Anônimo disse...

Mt lgl essa lenda vi hj as duas versoes do Chapolin uma de 1973 em que a Chorona foi interpretada por Maria Antonieta De Las Nieves e a outro de 1980 interpretada por Florinda Mendes :) da ate medo quando eu vejo rssrsrs

Anônimo disse...

Adooorei é interessante essa lenda