Por trás dos contos de fada…

quinta-feira, 29 de setembro de 2011.


Na nossa infância sempre ouvimos e adoramos os contos de fadas…eles concerteza marcaram a infância de cada um de nós. Representados em filmes, histórias em diversas versões, desenhos, objetos, livros, os contos de fadas são muito populares principalmente no Brasil. Popularizados e adaptados pela Disney, Irmãos Grimm com a maioria de origem Européia que foram passadas de gerações em gerações modificadas e contadas em diversas versões até chegarem nos livros infantis.
Mas será que em todas essas histórias os personagens bons que são em sua maioria a jovenzinha apaixonada, ou a bela moça bondosa, sempre saem felizes no final da história? Ou seria apenas uma modificação radical e “trituração” dos fatos reais para esconder as “belas histórias” para chegar ao público infantil? Exatamente a segunda alternativa. As histórias foram modificadas para que o público infantil pudesse apreciá-las escondendo dos seus olhinhos as verdadeiras histórias que contém sangue, sexualidade, violência, gravidez etc. Confira agora algumas versões verídicas de 7 contos de fadas mais populares.


                          A BELA ADORMECIDA
A história popular que conhecemos sobre Bela adormecida a jovenzinha que é enfeitiçada pela bruxa, e adorceme por 100 anos, foge um pouco da história original que contém sexualidade.
Na história que conhecemos, Bela é a filha de um rei poderoso que ao nascer, recebe uma terrível maldição por uma bruxa malvada, sendo impossibilitada de tocar em rocas de fiar e tecer do contrário morreria. Porém o feitiço foi revertido pela sua fada madrinha, sendo que se tocasse em uma roca e espetasse o dedo não morreria, apenas dormiria por 100 anos. O rei para manter a filha segura, proibiu o uso de rocas em todo reino sujeitos a punição quem o contraríasse. Mas quando a príncesa completou 16 anos descobriu uma velha sala discreta no palácio, onde encontrou uma velha a tecer com uma roca. Despertada pela curiosidade a princesa tocou na roca, espetando o dedo em seguida em uma pequena farpa de madeira contida na roca, e acaba caindo ali mesmo, adormecendo.
No conto popular que conhecemos, Bela é trancada em um palácio por 100 anos até que acordasse novamente. Porém a história real desvia-se disso, onde antes to tempo prolongado, um príncipe invade o castelo e a estupra enquanto dorme. A moça depois de nove meses concebe dois gêmeos que despertados pela fome começam a procurar os seios da princesa para amamentar. Um deles acidentalmente acaba sugando um dos dedos da princesa, assim retirando a farpa contida em sua unha, morrendo logo em seguida e destruindo a maldição. Bela adormecida acorda assim que a maldição é desfeita.


                                          A BELA E A FERA
Todos conhecem a história da bela moça que foi aprisionada por uma terrível fera… porém história original teve origem Francesa. Também não se diferencia da história original Em que um homem  rico tinha três filhas, nas quais duas mais velhas eram orgulhosas e invejosas, e a terceira filha mais nova era bela e humilde. O homem fazia as vontades das duas filhas ambiciosas lhes cobrindo de luxo, dinheiro, roupas caras e importadas mais se impressionada pela terceira filha chamada de Bela, ser tão graciosa e bonita e não exigir tantas coisas do pai. Certa vez o homem ficou pobre e foi até a cidade para fazer uma viagem, como de costume pedindo as filhas oque elas queriam que ele as trouxesse. As duas mais velhas responderam que queriam vestidos caros e ouro, e a mais nova respondeu que queria apenas uma rosa.

Chegando até a cidade o homem compra os vestidos caros paras duas mais velhas, e quanto retorna pra casa, apanha uma rosa de um reino desconhecido para dar a sua filha mais nova. Mas depara com o dono do castelo que seria uma besta terrível  e cruel conhecida como fera, que o obriga a ser seu prisioneiro como punição pelo furto. O pai da jovem diz que a rosa era pra sua filha mais nova conseguindo a permissão para se despedir dela garantindo a fera que voltaria ao palácio. Ao se despedir da filha o homem lhe conta a história, e Bela decide voltar ao palácio da fera no lugar de seu pai.

Bela se torna então prisioneira da Fera que a trata muito bem, lhe dando presentes e todas as noites pedindo para se casar com ela. Bela, porém recusa mais em pouco tempo percebe que está apaixonada pela Besta. Como a Fera a ama, permite que Bela visite seu pai regularmente, contanto que volte dentro de uma semana, do contrário devoraria todos.

Bela vai visitar a família, e o pai insiste que ela fique, mas vendo-se apaixonada pela Fera acaba voltando no prazo de uma semana. Bela aceita se casar com Fera, e quando o beija ele se transforma em um lindo príncipe. Suas irmãs acabam sendo transformadas em pedra para reconhecerem que não são perfeitas.
Em versões antigas os autores nunca descrevem como a Fera seria. Muitos deixam para que o leitor a imagine, e alguns a descrevem como um lindo príncipe que foi transformado em uma serpente por uma bruxa por tentar seduzir um órfão. Bela perdoa a pedofilia. O conto em si esta coberto por mensagens subliminares. Sendo que a transformação da fera ao lindo príncipe representam medo e confusão sexual evoluindo a maturidade. Enquanto a rosa simboliza a pureza e virgindade da moça e a aceitação do pai em relação ao seu crescimento. A serpente significa o desejo sexual e a luxúria vivenciados no paraíso.


                         CHAPÉUZINHO VERMELHO
Chapeuzinho vermelho, a doce garotinha da capa vermelha ficou conhecida em todo o mundo, sendo a sua fábula, uma das fábulas mais contadas de todos os tempos. Na versão mais popular chapeuzinho vermelho acaba salvando a sua avó do lobo mau com a ajuda de um lenhador, que retira a velha da barriga do lobo e acaba ajudando-as a se livrarem do malvado. 
 
Em versões medievais e antigas, o lobo pode ser traduzido como um homem com desejos sexuais aflorados, ou um ogro. A roupa vermelha da garotinha simbolizava o inicio sua vida íntima feminina chegando à puberdade; e seu capuz vermelho, seu ciclo menstrual. A figura do lobo, seria os extintos sexuais mais aflorados de um homem à procura de garotas para se satisfazer.

No conto, chapeuzinho a pedido de sua mãe, vai até a casa da avó que mora longe dali para presentear-lhe com algumas guloseimas. Mas é avisada pela sua mãe para não ir pela floresta, pois lá poderia deparar com um lobo muito perigoso e faminto (que de fato, seria um homem a procura de garotas). Teimosa a garotinha acaba indo pelo caminho contrário ao que a mãe havia recomendado e acaba encontrando o lobo mau que a distrai e lhe dá falsas instruções de como chegar à casa da avó; aproveitando-se da inocência da garotinha e chegando primeiro à casa da velha.

Assim que o lobo mau chega à casa de sua avó, acaba devorando a pobre anciã. Chapeuzinho vermelho que chega logo em seguida se depara com o lobo trajando as roupas de sua avó para disfarçar, e rapidamente descobre a farsa. O lobo mau tranca a porta e convida chapeuzinho a comer com ele os pedaços que sobraram de sua pobre vovozinha. Chapeuzinho é obrigada a jantar com ele e depois obrigada a se deitar com o malvado. Em algumas versões ele não a força a deitar com ele e simplesmente a devora. Em outras, chapeuzinho vermelho o enrola com um Strip-Tease e quando o vê seduzido foge bruscamente. Em outras versões ainda mais antigas, chapeuzinho diz que vai defecar no banheiro que fica do lado de fora da casa, e consegue escapar.


                     CINDERELA
O conto original de Cinderela ou a gata Borralheira, se origina da China, onde poucas pessoas o conhecem chegando algumas a acreditar que o conto original seria dos irmãos Grimm. Mas que na verdade, foi adaptado escondendo a história verdadeira. 

O conto começa quando um comerciante rico perde sua esposa que o deixou uma bela filha. Porém, ele se casa novamente e desta vez, com uma mulher perversa e cruel que tem duas filhas orgulhosas e invejosas. As filhas da nova esposa do comerciante passam a humilhar sua filha, a quem apelidam de Cinderela e obrigam a trabalhar na cozinha como criada. 

O filho do rei daria um grande baile onde escolheria entre as moças do reino, sua futura esposa. As filhas da madrasta não permitiram que Cinderela fosse ao baile real, pois eram muito invejosas e sabiam que ela era muito bonita e que iria despertar a atenção de todos os presentes, inclusive do príncipe. Cinderela ficou arrasada. Queria muito ir ao baile, mas estava impossibilitada, já que suas cruéis irmãs haviam destruído seu único vestido. Na versão antiga e original, Cinderela vai até o sótão e vende sua alma ao diabo para em troca, conseguir ir ao baile bem vestida e mais bela do que nunca. O diabo aceita, mas propõe que ela terá que voltar antes dá meia-noite, pois é quando o feitiço acaba. 

Cinderela foi ao baile como uma princesa magnífica; não sendo reconhecida por ninguém. Como previsto, conseguiu chamar a atenção do príncipe que se apaixonou por ela e dançou com ela a noite toda. Ao badalar da meia-noite, Cinderela deixou o palácio ás pressas, deixando escorregar de seu pé delicado um dos sapatinhos de cristal enquanto corria pelas escadarias. O sapatinho foi encontrado pelo príncipe mais tarde, que o reconheceu de imediato. O príncipe guardou o sapatinho consigo e anunciou no dia seguinte, que a dona daquele belo sapatinho, também seria a dona de seu coração. 

O príncipe vai com a guarda real em todas as casas do reino, fazendo todas as moças calçar o pequeno sapatinho, que por sinal, não coube em nenhuma. Quando o príncipe visita à casa de Cinderela, suas irmãs perversas e sua madrasta trancam Cinderela no quarto. Depois, cortam seus calcanhares enormes a fim de enganar o príncipe e fingir que o sapatinho lhes pertence. Porém, a farsa é descoberta assim que o príncipe é alertado por um corvo e percebe o sangramento no pé das moças. 

Por fim, a felizarda é Cinderela. Na sua vez de experimentar o sapatinho, ele cabe perfeitamente nos seus pezinhos delicados. Cinderela se casa com o príncipe, e suas irmãs malvadas e a madrasta acabam tendo os olhos arrancados e comidos por corvos.


                                 JOÃO E MARIA
A versão de João e Maria que conhecemos, desvia- se um pouco da história original que é um pouco diferente. Na história popular que conhecemos, um lenhador pobre é pai de duas crianças e quando sai com os filhos para passear na floresta, eles acabam se perdendo na mata. Na história original, as crianças não se perdem na floresta. Elas são abandonadas pelo seu pai á pedido de sua madrasta.

Então João e Maria passam a caminhar pela floresta obscura à procura de alimento e de moradia. Depois de caminharem por quase dois dias, acabam encontrando uma casa cheia de doces cuja dona, era uma bruxa malvada. Na realidade, não seria uma casa cheia de doces e sim uma casa cheia de riquezas e muito ouro. Há versões que dizem que na verdade, seria uma gengibre cujos donos eram um casal de demônios que aprisionavam crianças para comê-las.

Por fim, os demônios acabam aprisionando João e Maria assim que entram na “casa” e passam a engordá-los para que fiquem suculentos para devorá-los. Enquanto Maria ajudava a demônia fêmea com os afazeres da casa, seu marido engordava João, que estava enjaulado para que não fugisse. Ao passar alguns dias, João foi preparado para ser devorado.

Então no dia de João ser cozido, o demônio macho teria saído em busca de temperos para prepará-lo, enquanto a fêmea ajeitava o menino na panela e preparava a fogueira. João fingiu que não conseguia se ajeitar na panela, enquanto Maria enrolou a demônia dizendo para ensiná-lo. A demônia não fez cerimônia e se deitou na panela mostrando pra João como ela queria que ele ficasse. Os dois irmãozinhos aproveitando-se da situação, acenderam o fogo e mataram a demônia cruelmente, saindo da gengibre e levando todas as riquezas consigo. Em algumas versões, acreditam que Maria e João foram mortos pelo demônio macho que os perseguiu até conseguir encontra-los. Outras, dizem que eles teriam chegado a sua casa e encontrado seu pai sozinho, já que a madrasta havia morrido.



                                                 OS TRÊS PORQUINHOS
A história original dos três porquinhos, não se diferencia muito da história popular que conhecemos; onde três porquinhos constroem suas casas em uma floresta, próxima a moradia de um terrível lobo mau. Na história popular, o lobo mau assopra e consegue derrubar duas casas, uma de palha e a outra de madeira. Os dois porquinhos que habitavam as casas derrubadas, conseguem fugir para casa do terceiro porquinho, onde o lobo mau assopra, mas não consegue derrubá-la por ser de tijolos e ser mais resistente. Lá, os porquinhos conseguem mira-bolar um plano e derrotar o lobo mau. 

Na história original, o lobo mau não assoprou a terceira casa; apenas assoprou as duas primeiras que eram mais frágeis e conseguiu devorar os dois porquinhos. Vendo que o último porco era muito esperto, o lobo tentou o seduzir com guloseimas e atrações, mas o porco não aceitou, percebendo as intenções do lobo malvado. Chateado, o lobo tentou invadir a casa do porquinho pela chaminé, não esperando que fosse cair em um tacho de água quente preparado pelo porco.

Na história popular, os três porquinhos comemoram a morte do lobo, muito felizes. Mas na versão original, o porco esperto disfruta dos dois porquinhos que já estão na barriga do lobo morto, além de desfrutar do próprio lobo fazendo dele seu jantar.



               RAPUNZEL
A história popular de Rapunzel desvia-se um pouco da história verídica que contém fatos não inclusos.

Rapunzel seria um fruto parecido com um vegetal do qual uma mulher grávida desejava desesperadamente comer.  Mas este fruto, só poderia ser encontrado no jardim do castelo de uma bruxa. Então o marido sabendo que teria que satisfazer o desejo de sua mulher, foi até o castelo da bruxa e apanhou um dos frutos. A bruxa descobriu e ficou furiosa. Mesmo o homem explicando-lhe que precisava daquele fruto, a bruxa o acusou de furto exigindo como punição, sua filha quando nascesse.

Depois de alguns meses, a mulher concebeu uma linda menina e com o coração partido, a entregou para bruxa. A bruxa lhe deu o nome de Rapunzel. Quando a menina completou 12 anos, a bruxa lhe trancou em uma torre imensa, onde não era possível escalar sem a ajuda de uma enorme escada. Rapunzel preservou seus cabelos sem nunca cortá-los. Á pedido da bruxa, ela o conservava em uma enorme trança que era usada para bruxa subir a torre quando precisava lhe levar comida e água. 

Certa vez, um príncipe escutou uma linda voz, vinda de uma torre distante. Seduzido por aquela voz doce, ele seguiu-a e descobriu que pertencia á Rapunzel e assim se apaixonou perdidamente pela menina. Mas quando chega até a torre, ele se contém, vendo que é impossível escalá-la. Então ele espera escondido atrás de uma moita para ver como a bruxa sobe até a torre e depois da bruxa se retirar, o príncipe se dirige até a torre e grita “Jogue suas tranças Rapunzel”! A menina lhe obedece e joga as tranças.

A partir deste dia, começa um romance entre ambos e depois de algumas visitas, o namoro se torna sério e acabam tendo relações sexuais. Rapunzel acaba engravidando, mas como não tinha conhecimento sobre gravidez, não entendia o porquê de sua barriga estar crescendo e dela estar sentindo coisas estranhas. A bruxa percebendo que os sintomas indicavam uma gravidez acaba cortando a trança da menina e a mandando para um deserto distante. Da próxima vez que o príncipe vai visita-la na torre, ele pede para Rapunzel jogar as tranças, e a bruxa o engana jogando a trança cortada. Quando o príncipe chega á superfície da torre, ela o empurra brutalmente de lá de cima. O príncipe cai em um espinheiro onde fura os olhos e se torna cego. 

Rapunzel fica sem ver o príncipe por um longo período, mas quando ele caminha por um deserto sem rumo, acaba escutando a voz de sua amada e assim se reencontram. Rapunzel vê que seu amado se encontra cego e começa a chorar desesperadamente. Quando suas lágrimas entram em contato com os olhos do amado, ela consegue curar a sua cegueira. Felizes, vão para o reino do príncipe, onde se casam e vivem felizes para sempre.
Não se sabe o que realmente aconteceu com a bruxa e com os filhos de Rapunzel.

Gostaram dos contos? Aqui abaixo criei um vídeo com três contos desses narrados aqui! Se quiser assistir, fique a vontade. Garanto que vai gostar. Obrigada!





ATENÇÃO: é expressamente proibido copiar este artigo deste Blog. PLÁGIO é crime previsto a lei de 98. Tenha consiência disso e não copie! eu denunciarei os blogs que contiverem meus artigos.

3 comentários:

Anônimo disse...

A Cultura passava antigamente um programa de contos de fadas, e o episódio da Rapunzel foi exatamente como narrado aqui! Lembro até que na época achei super estranho o rumo da estória, com a Rapunzel no deserto, com um casal de gêmeos x.x

Juliane Way disse...

Nossa que interessante! Gostaria de ter visto mas infelizmente não pude assistir nenhuma versão dos contos de fadas originais :( Mas obrigado pela visita seja sempre bem vindoª!

Anônimo disse...

Eu vi esse programa e ele esta certo foi bem parecido os contos de fadas originais são meio estranhos mais nada que assuste