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Origem da sexta feira 13

sexta-feira, 13 de julho de 2012.


A sexta feira 13 é sempre compreendida como um dia de azar ou má sorte, principalmente pelos supersticiosos que acreditam que neste dia, alguma coisa ruim pode lhes acontecer. Junto com esta data sinistra, emerge um conjunto de lendas urbanas e crendices do saber popular. Gatos pretos, bruxas, lobisomens, etc. E sem contar os filmes, entre os mais populares, o personagem fictício Jason Voorhees um serial killer que ataca suas vítimas nas sexta feiras 13.

Mas de fato, você já se perguntou qual é a origem da sexta feira 13? Onde surgiu essa crença que este dia é "azarado"? Há muitas explicações para origem da sexta feira 13. E todas estão difundidas em diferentes culturas pelo mundo todo. A explicação mais conhecida é a de que Jesus teria sido "perseguido" por essa data e pelo número 13. Antes de ele morrer crucificado numa sexta feira, ele teria celebrado uma ceia que contava com 13 participantes.
 
Mas além dessa, existe outra explicação bastante popular entre os países da Europa. A origem da sexta feira 13, teria se dado ao fato de que o rei Felipe IV sentia-se ameaçado pelo imenso poder que a igreja exercia sobre seu país. E então ele tentou se filiar à Ordem Religiosa dos Cavaleiros Templários como uma forma de contornar a situação que ameaçava seu poder. Porém seu pedido para fazer parte da corporação foi negado, e o rei enfurecido teria ordenado uma perseguição aos cavalheiros templários na sexta feira, 13 de Outubro de 1307.
 
De acordo com outra história, também muito conhecida na Europa, à maldição da sexta feira 13 estaria ligada com a conversão dos povos bárbaros que invadiram a Europa no início do período medieval. Antes dos bárbaros se tornarem cristãos, eram politeístas e tinham um certo fervor pela deusa escandinava Friga, deusa do amor, beleza e sedução. Depois que se tornaram cristãos, passaram a amaldiçoar a deusa como uma bruxa, alegando que ela todas as sexta feiras, se reunia com onze feiticeiras e o demônio para rogar pragas contra os humanos.
 
Outra lenda nórdica que reforça a crendice da anterior é de que a origem da sexta feira 13 teria surgido de um conflito, onde o deus nórdico Odin realizou um banquete, contando com a presença de outras 11 poderosas divindades. Mas Loki, o deus do fogo e discórdia, ficou ofendido e furioso por não ter sido convidado para participar do suntuoso banquete, e este causou uma grande confusão que resultou na morte de Balder, uma das mais belas divindades nórdicas. Com isso, criou-se o mito de que um encontro com treze pessoas sempre acaba em discórdia.
 
Como podemos ver, existem muitas outras explicações e crendices relacionadas à sexta-feira 13, porém todas são infortunadas e interpretam essa data como um dia de azar e de mau agouro. Apesar disso, existem muitas pessoas que interpretam essa data como totalmente o oposto. De acordo com os astrólogos e com os princípios da numerologia, o número 13, através da soma de seus dígitos, é um numeral próximo ao 4, compreendido como um poderoso indício de sorte e boas energias. Além disso, muitos outros povos acreditam que quem nasce numa sexta-feira 13, é uma pessoa de bom caráter, corajosa, e forte.


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O Necronomicon

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012.


O Necronomicon (Livro em memória dos mortos) foi criado por volta de 730.d.C em Damasco por Abdul Alhazred. Também é bastante conhecido como Al Azif (Uivo dos demônios). O livro é composto por conteúdo ocultista onde são descritos diversos rituais poderosos para ressuscitar os mortos, contatar entidades sobrenaturais, desvendar mistérios de divindades banidas e trazê-las de volta. É mencionado também que a simples leitura deste livro, pode provocar a loucura e morte.



O autor do Necronomicon, Abdul Alhazred, nasceu em Sanna no Iêmen e foi descrito por uns como um poeta louco que adorava entidades desconhecidas, chamadas Yog-Sothoth e Cthulhu. Outros dizem que foi um muçulmano pouco devoto que passou dez anos sozinho, no vazio do grande deserto que cobre o sul da Arábia, conhecido como “espaço vazio” ou “deserto escarlate”. Há rumores de que neste deserto habitam seres fantasmagóricos e entidades sobrenaturais.

Em 1487 foi feita uma tradução latina do Necronomicon pelo padre alemão Olaus Wormius, que assim que enviada há um abade João Tritêmius, foi queimada junto com Olaus Wormius que foi acusado de heresia. Mas suspeita-se de que uma cópia foi salva da inquisição e guardada no vaticano.


  
A percursão do livro continuou por muitos e muitos anos, até o mago britânico Aleister Crowley encontrar uma cópia com tradução inglesa em Boldleian. Em 1918, Crowley conhece uma jovem modista chamada Sônia Greene e fica na companhia dela por alguns meses. Em 1921, Sônia conhece o autor estadunense H.P. Lovecraft, de quem se torna noiva e se casa posteriormente. Neste período o autor lança diversas obras e em uma delas menciona Abdul Alhazred e o Necronomicon. Em 1926, um trecho da obra O Chamado de C`Thullu, menciona partes do Livro da Lei de Crowley. Portanto, deve-se a ele o ressurgimento contemporâneo do Necronomicon. Apesar de não houver evidências de que ele realmente tenha tido contato ao livro dos mortos, o autor já forneceu diversos dados sobre a origem do mesmo embora tenha afirmado inúmeras vezes que o livro era pura ficção.

Uma versão bastante interessante do Necronomicon é a da Ordem Rosa Mística; que fundamenta uma série de rituais da Ordem e que acredita que todas as entidades sobrenaturais citadas no livro sejam reais. 
 

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Trepanação

domingo, 11 de dezembro de 2011.
A trepanação é uma prática muito antiga que consiste em perfurar o crânio de algum indivíduo a fim de curar problemas mentais, traumas, e até expulsar espíritos malignos e demônios. Essa prática foi adotada principalmente no Egito Antigo, na Grécia e nos tempos pré-históricos e clássicos romanos, no Oriente Médio e Distante, entre as tribos célticas, na China (antiga e recente), na Índia, entre os Maias, Astecas e Incas, entre os índios brasileiros (karaya e eugano), nos Mares de Sul, e na África do Norte e Equatorial (onde elas ainda são realizadas, inacreditavelmente).



A trepanação era principalmente utilizada em rituais antigos, onde encontraram na maioria das civilizações, cadáveres com o crânio perfurado com sinais de trepanação e um pequeno sol desenhado ao redor do orifício. Há alguns registros de que não utilizavam nenhum analgésico ou anestesia durante o processo da trepanação. E que a prática chegava a demonstrar um aspecto cruel, pois os pacientes teriam que estar bem amordaçados e amarrados durante o processo. Mas por incrível que pareça, a sobrevivência ao processo nos séculos antes da idade média, eram aproximadamente de 70%. Mas devido ao mal cuidado das pessoas que realizavam essa prática, acabavam perfurando as meninges do paciente e causando uma hemorragia incontrolável, então nos séculos XIV a XVIII o índice de sobrevivência caiu praticamente à zero. 




Há relatos também, de que a prática era realizada em alguns pacientes contra a vontade dos mesmos; onde os dopavam com bebidas alcoólicas, e quando se encontravam totalmente embriagados, perfuravam seus crânios. Estes relatos surgiram principalmente no Egito e na Mesopotâmia.
Principais Fontes: 
http://blogdoconhecimento.blogspot.com/2004/08/trepanao.html
http://pt.wikipedia.org/wiki/Trepana%C3%A7%C3%A3o



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Halloween

segunda-feira, 24 de outubro de 2011.
Origem e História

A História do Halloween existe há muito tempo. Sua comemoração é de origem Celta (povo que habitou a Grã- Bretanha a mais de 2000 atrás). No calendário Celta, o dia 31 de Outubro fazia parte de um conjunto de quatro comemorações. Incluindo adoração aos deuses da cura e do sol, colheitas e rituais de fertilidade para favorecer o crescimento da lavoura. A última comemoração era realizada no dia 31 de Outubro se chamava Samhain; era comemorada em adoração ao senhor dos mortos, Samhan. Essa data era marcada por lendas antigas que influenciavam muito a cultura europeia.

Eles acreditavam que nesta data, os espíritos desencarnados poderiam voltar ao mundo, para tomarem o corpo dos vivos além de se alimentar e assustar as pessoas. Então nesta data, era muito comum prepararem diversas comidas, decorarem casas com objetos assustadores como abóboras enfeitadas, caveiras entre outros. Também acendiam uma enorme fogueira em torno da redondeza, onde dançavam e sacrificavam animais como adoração ao deus Samhan. Após o término das festas, os habitantes apagavam todas as tochas e fogueiras e deixavam o ambiente frio e sombrio, desta forma os espíritos não iriam lhes fazer mal. Depois se fantasiavam com máscaras e trajes assustadores e andavam pelas ruas fazendo barulho, com o fim de assustar os espíritos desencarnados. Adotaram também, o costume de oferecer alimentos aos espíritos para que esses não lhes trouxessem negatividade ou então os possuísse. Mas essa prática foi modificada e com o passar do tempo, passaram a doar os alimentos aos mendigos e aos mais necessitados, e em troca, eles oravam pelas almas dos espíritos desencarnados. Os Irlandeses por sua vez, organizavam procissões para atrair oferendas dos agricultores locais. Quem recusasse, tinha as colheitas amaldiçoadas pelos espíritos. Quando o costume foi levado pelos Irlandeses até os Estados Unidos, originou-se o famoso trick or treat (Gostosuras ou Travessuras), que hoje em dia é comum às crianças norte-americanas adotarem este costume, se fantasiarem para o dia das bruxas e pedirem “trick or treat” nas casas, no dia 31 de outubro.

Porém por ser uma festa pagã, foi condenada na Europa na idade média quando passou a ser chamada como Dia das Bruxas. Então o papa Gregório III para evitar conflitos entre os pagãos e cristãos, resolveu alterar o Dia de todos os Santos que era conhecido por Halloween comemorado no dia 13 de Maio, para o dia primeiro de novembro, com a finalidade de unir essas crenças e aproximar as datas comemorativas. Desta maneira, os cristãos comemoravam o dia de todos os santos, após a comemoração pagã ocorrida no dia 31 de Outubro ao Senhor dos mortos. Por surgirem várias práticas ao decorrer dos anos, a ideia das possessões dos espíritos foi sendo esquecida, assim ficou sendo uma tradição folclórica.

O Halloween é adotado na maioria dos países do mundo todo, tendo uma forte influência Norte Americana. Também serve de temática para a maioria dos filmes de terror, com personagens sinistros e assassinos como em sexta feira 13, Halloween, entre outros diversos filmes. No Brasil, o Halloween não é muito comemorado, pois por alguns defenderem a ideia de que não tem muito haver com o nosso folclore, já que ele é rico e diversificado; tendo uma cultura muito diferente da que é difundida no Halloween. Assim criaram em 2005 o “Dia do Saci” em 31 de Outubro.
 
Abóbora  (Jack O' Lantern)


A origem da Abóbora oca, que possui buracos em formato de boca, olhos e nariz, originou-se de uma antiga lenda Irlandesa sobre um homem trapaceiro e alcoólatra chamado Jack. Segundo a lenda, por não ser nada honesto e ser um tremendo trapaceiro, no dia 31 de Outubro, Jack havia se embriagado demais, então o Diabo veio buscar sua alma. Desesperado, Jack pede mais alguns minutos pro Diabo para tomar mais um copo de bebida, e quando este lhe concede, ele vai até uma árvore (considerada a moradia do Diabo) e ali desenha com um canivete, uma cruz. Assim o Diabo ali fica aprisionado e desesperado implora para sair. Então Jack lhe propõe um trato. Só o libertaria se ele o deixasse em paz e nunca mais o procurasse. Sem opção, o Diabo concorda e a partir daí Jack passa a se comportar melhor. Passa a tratar com carinho a esposa e os filhos, além dos amigos; passa a ser caridoso e solidário e ir à igreja todos os domingos. Mas a mudança não dura por muito tempo...

No próximo ano Jack morre de tanto se embriagar. E não é permitido de entrar no céu e nem no inferno é aceito, por ter tratado o Diabo mal e este se sentir ofendido e humilhado. Mas o diabo com pena de Jack lhe dá uma vela para iluminar seus caminhos. Para que ela não se apagasse, Jack perfura um Nabo e dentro dele coloca a vela, afim de que emita luz para lhe guiar. Então a partir dessa lenda, na Irlanda adotaram a "Lanterna de Jack", perfurando nabos no formato de olhos e bocas e colocando velas em seu interior. Mas quando os Irlandeses se imigraram para América, encontraram abóboras muito mais abundantes, então passaram a utilizar a abóbora ao invés do Nabo, como Jack Lantern.

Bruxas e Gatos Pretos


Segundo algumas crenças, adotados por povos muito antigos, as bruxas se reuniam duas vezes por ano, durante as mudanças de estações. Participavam de comemorações organizadas pelo demônio e espalhavam maldade e feitiçaria por todo mundo. Transformando as pessoas em animais ou até mesmo sacrificando crianças.

Os druidas sacrificavam gatos pretos, pois acreditavam que as bruxas se apossavam dos corpos deles ficando camufladas. Também existem muitas superstições relacionadas á estes animais, considerados místicos. A mais comum delas, é que gatos pretos são sinal de mau agouro; e que se você cruzar com algum deles, deve voltar pelo mesmo caminho em que cruzaram ou senão ele lhe trará negatividade e azar.

Alguns Significados dos elementos do Halloween

Abóbora: Simboliza a fertilidade e sabedoria

Caldeirão: Simboliza o útero e a abundancia da deusa mãe. Dentro dele, podem ser colocados bilhetes com pedidos e moedas dos participantes para os espíritos.

Aranha: Simboliza o destino que tecem suas teias o meio e o suporte para seguir em frente.

O morcego: O morcego é um animal considerado místico e oculto. Algumas crenças, acreditam que eles podem ser demônios disfarçados,sendo assim, um animal com poderes sobrenaturais.

Máscaras e fantasias: Eram utilizadas para afugentar espíritos desencarnados. E também para dar uma aparência sombria aos participantes da festa. É também uma forma de conectar os participantes com o mundo espiritual.

Fogueiras: Nas comemorações do Halloween, os Druidas construiam grandes fogueiras conhecidas como Bonefire ( Fogo de ossos) onde queimavam criminosos, animais e malfeitores vivos. Acreditavam que assim poderiam prever o futuro, através do fogo e da observação da posição dos corpos sendo incinerados.

Cores:
Laranja- Era a cor das velas utilizadas nas missas em memória as mortos, em novembro.
Preto- Era a cor que revestia os esquifes.
Roxo- Cor da magia ritualística realizada durante a comemoração do dia 31 de Outubro.



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